Não entendo muito bem essa defesa dos direitos humanos a quem diretamente os violam... Um tanto quanto complicado é lidar com a situação do banditismo hoje. Intensifico, ainda, essa dificuldade nos grandes centros e, principalmente, onde bem de perto as vejo, no Rio de Janeiro. Enquanto os anos se alteram e as coisas, teoricamente, evoluem, a violência aumenta. E junto dela, o poder da palavra respeito em prol de toda a sociedade.
A confusão em minha cabeça surge a partir de leis ignorantes que temos em nossa Constituição emendada e, ultrapassada.
Desde o governo Brizola, as ondas de ações humanitárias vêm crescendo ininterruptamente. No entanto, o difícil mesmo é aplicá-las. Complicadíssimo é lidar com um caso de violação à mulher, por exemplo. Como falar de direitos humanos a este que violou todos os direitos de uma segunda pessoa? Ou, então, como não aplicar pesadas punições a alguém que tenta matar outro? Fala-se, portanto, de direitos humanos, mas o que temos é ausência de punições e, ainda, nós brasileiros, sofremos com a fragilidade das leis. Querem mesmo conter a violência? Ou contê-la é um eterno marketing do futuro candidato ao governo? Afinal, as eleições sempre chegam e promessas é o que nunca pode faltar, infelizmente.
Toquei sim em um assunto onde as opiniões são muitas e de quase todas as partes. Mas coloquei-o em questão por ser mais uma situação a ser pensada, uma vez que a violência continua sendo diagnóstico para muitos problemas. E as grades, o novo cenário das grandes cidades.
Bianca Garcia