quinta-feira, 10 de março de 2011

Direitos humanos, violência, leis, punições

Não entendo muito bem essa defesa dos direitos humanos a quem diretamente os violam... Um tanto quanto complicado é lidar com a situação do banditismo hoje. Intensifico, ainda, essa dificuldade nos grandes centros e, principalmente, onde bem de perto as vejo, no Rio de Janeiro. Enquanto os anos se alteram e as coisas, teoricamente, evoluem, a violência aumenta. E junto dela, o poder da palavra respeito em prol de toda a sociedade.
A confusão em minha cabeça surge a partir de leis ignorantes que temos em nossa Constituição emendada e, ultrapassada.
Desde o governo Brizola, as ondas de ações humanitárias vêm crescendo ininterruptamente. No entanto, o difícil mesmo é aplicá-las. Complicadíssimo é lidar com um caso de violação à mulher, por exemplo. Como falar de direitos humanos a este que violou todos os direitos de uma segunda pessoa? Ou, então, como não aplicar pesadas punições a alguém que tenta matar outro? Fala-se, portanto, de direitos humanos, mas o que temos é ausência de punições e, ainda, nós brasileiros, sofremos com a fragilidade das leis. Querem mesmo conter a violência? Ou contê-la é um eterno marketing do futuro candidato ao governo? Afinal, as eleições sempre chegam e promessas é o que nunca pode faltar, infelizmente.
Toquei sim em um assunto onde as opiniões são muitas e de quase todas as partes. Mas coloquei-o em questão por ser mais uma situação a ser pensada, uma vez que a violência continua sendo diagnóstico para muitos problemas. E as grades, o novo cenário das grandes cidades.

Bianca Garcia

quinta-feira, 3 de março de 2011

Os dias chuvosos

Quando eles começam, fica tudo tão chato. A listar pelo cinza dos dias... uma cor sem graça. Prefiro aquele azul encantador, ou aquele colorido em finais do pôr do sol. O cinza me remete a tristeza... Os dias parecem carregar esse peso.
A beleza do fenômeno chuva é incrível, porém traz consigo deveras contradições. Com a chuva pode vir o frio, e ele, pra mim, só é gostoso sem ela. O frio nos torna mais bem arrumados, elegantes. Digamos que mais bonitos. Mas a chuva, fina ou em grande tempestade, dificulta o acesso aos lugares. Para nós mulheres, o eterno comentário que o cabelo ficou feio (os cacheados e até de quem não faz escova, prancha ou todo esse mecanismo que deixa cabelos lisos).
Em dias rotineiros, como a ida ao trabalho e a faculdade, não molhar a roupa e os sapatos é praticamente impossível quando seu meio de transporte são os coletivos. Os guarda-chuvas muita das vezes não garantem grandes coisas. Os motoristas se esquecem das pessoas que andam a pé e em atos de falta de respeito e consciência as molham com água suja das mil poças espalhadas pelas ruas. Agora, se esse tempinho chuvoso chegar quando não se tem que sair de casa é, no mínimo, ótimo. Comidas quentinhas, filme e edredom são os ingredientes de um programinha adequado para o dia e, diga-se de passagem, maravilhoso.
Contudo, as grandes tempestades têm causado tanta tragédia, tanto sofrimento que quando essas chuvinhas começam é de muitos corações o sincero pedido de que cessem logo. Sempre tive medo de trovões, raios e todo esse fenômeno barulhento da natureza. Mas hoje, tenho medo até de quando esses fenômenos não acontecem, pois sei que muitas pessoas podem perder casas e pessoas nesses dias que a fina chuva não dá uma trégua.

Bianca Garcia

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Opiniões ocultas, presas ou mesmo sem seu verdadeiro sentido

 Opinião: adesão pessoal ao que se crê bom ou verdadeiro. = Convicção, crença. Essa é a definição segundo o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa.
Estranho ver cicatrizes de uma ditadura na cultura de uma sociedade. No Brasil, por exemplo, sabe-se que a ditadura militar ocorreu no final do século passado. No entanto, marcas como fim da opressão e censura e total liberdade de expressão ainda não são por completo uma realidade social.
Vê-se ainda, um povo agarrado ao medo no que diz respeito à exposição e debates de assuntos; pessoas sendo julgadas, verbalmente, por suas opiniões ou pessoas sem dizê-las por medo da exclusão que a opressão e a censura atual podem causar; profissionais sem liberdade para expor o que pensam em seus meios de trabalhos. É claro que as dimensões são diferentes, uma ditadura poderosa com armas de fogo e força bruta é diferente da atual, onde as pessoas são julgadas verbalmente pelo que pensam - às vezes sem nem ser pela sua frente, e indivíduos que ocultam suas opiniões para permanecerem em trabalhos. As trocas são, portanto, por vida social e dinheiro, em sua maioria.
E até onde o dinheiro pode comprar um homem? Há longos tempos a mão de obra tornou-se mesmo ferramenta de troca – com o que aprendemos e fazemos de melhor, trocamos notas por forças, braçal ou mental. E isso desde o início do capitalismo. Mas será que essas notas, símbolo do dinheiro, seriam capazes de comprar particularidades?
 À venda, em estoques, estão os valores e os princípios. E até que ponto ficarmos calados nos tornam mais felizes? E divulgar vertentes que não são realmente as que acreditamos? Quando realizar tarefas desagradáveis e não prazerosas se tornou a melhor maneira de levar a vida?
Seria mesmo dessa riqueza material que precisamos?

Bianca Garcia

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

(Já) Um velho cenário

Especulação imobiliária. Migrações Interestaduais. Precariedade nos transportes. Esses são os ingredientes para o aumento do número de residentes em favelas e, também, para o aumento do número das mesmas.
A ausência de oportunidade de emprego em outro estado incentiva a migração de um indivíduo para as grandes cidades em busca de uma vida melhor. É o que acontece com um contingente populacional que mora no Nordeste, muita das vezes. Sendo assim, eles vêm para o Rio de Janeiro, por exemplo, e têm de morar perto dos locais de trabalho - que hoje, a área comercial, continua sendo o centro da cidade, mas também encontram alguns empregos na zona sul. E, por esse motivo, a favela se tornou única opção de moradia para muita gente, uma vez que residências para alugar ou comprar são caras devido à especulação e valorização de alguns bairros, e quanto mais distantes do centro e da zona sul menos possibilidades de emprego, visto que os transportes e as estradas cariocas não contribuem para a facilidade no deslocamento.
Contudo, algumas favelas já não suportam tanta gente e, por isso, a ocupação de outros morros ou mesmo próprias extensões, como no caso da Rocinha. Esse descontrole é prejudicial para os moradores, uma vez que problemas como ausência de eficácia no tratamento de esgoto (inúmeros a céu aberto) e aumento irregular da produção de lixo, sendo esses expostos a qualquer lugar causam inúmeras doenças, além, claro, do mau cheiro.
              O descontrole do solo urbano é, portanto, uma falta de planejamento num todo. Deve-se assegurar a felicidade dos moradores de cada estado, pois assim permaneceriam em seus próprios evitando um inchaço em outro. E com ele, o aumento do índice de violência por excesso populacional junto a déficits que o Brasil tem de sobra, como péssima educação.

Bianca Garcia 

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Nostalgia

O passado se misturando com o presente, a falta que a gente costuma sentir de alguma coisa, a dor de alguma lembrança ou o riso de outra, nossa vontade de não relembrar, o passatempo de lembrar. Isso me assusta. Assusta-me porque é tudo muito contraditório. Confesso que prefiro a calmaria na alma às turbulências que nossa mente pode provocar.
Nossa mente, eu aprendi com o tempo, que é nossa grande amiga. Mas caso não saibamos disso, ela pode nos destruir se não soubermos controlar. E esse autocontrole é o que muitos já perderam, sendo assim, entram as consultas e terapias para guiar seus pensamentos. Remexer suas dores. Entender algumas de suas atitudes. Fazer com que você olhe novamente no espelho e se enxergue. Enxergue você, seu jeito, suas qualidades. Vem alguém para te lembrar o que é personalidade. Há quem diz que funciona, há quem diz que não.
As lembranças do ontem nos fazem ver quem fomos e quem somos. E o melhor, quem ainda poderemos ser. A convivência ajuda com que nos tornamos melhores. Não é nada fácil conviver, mas certamente é a maneira que mais se aprende. As pessoas são por completo diferentes e aceitar isso nos torna mais flexíveis, menos vulneráveis. Aprender com o erro dos outros ou com histórias alheias também nos promove crescimento. Não precisamos ser burros e ignorá-los, pois ao fazermos isso nos tornamos alvo desse mesmo erro. Por que não evitá-los se por nós mesmos já erramos demais?
Tornar-se melhor a cada dia é o que nos faz permanecer vivos. Você precisa mudar para sobreviver. Se ficar ultrapassado, assim como as inúmeras tecnologias, você fica em prateleiras e depois alguém te retira de lá. É assim que funcionam as coisas. Você tem que girar junto ao mundo. O mundo muda a cada instante, a cada minuto ele não é mais o mesmo. Nem as pessoas. Cada acontecimento, palavra, livro ou mesmo uma simples conversa possibilita, a nós humanos, uma mudança, e com ela a possibilidade de nos tornarmos melhores.
Os traumas e as tristezas são, certamente, para nos preparar para o que há por vir. Nos tornam, sem méritos de ser um pensamento louco ou não, aquilo que realmente teríamos que ser. Acredito muito que não há acaso. Acredito que há explicações para tudo – mesmo que a gente não encontre. Acredito que as escolhas o levam para seu verdadeiro destino. Sim, acredito em destino. Acredito que em algum lugar já estava previsto quem você seria. Ou qual caminho escolheria.

Bianca Garcia

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Uma breve análise do cotidiano

               Estamos, na maior parte do tempo, planejando o futuro. E o presente segue assim sempre muito corrido. Estamos com pressa, andamos com pressa, fazemos refeições com pressa. Nos esquecemos e nos lembramos de tarefas. Recados, informações. No entanto, os planos não nos saem da cabeça. 
                Relógios. De pulso, de bolso, de parede, de carro. Mais relógios. Assim o nosso dia a dia é marcado, é contato. É controlado. E as rotinas não nos poupam de que isso aconteça. O despertador já é normal - e esse é um relógio que apita para te acordar ou mesmo te lembrar de alguma data cujo você não pode esquecer ou tarefas com horário marcado, uma consulta médica, por exemplo. Esquecemos-nos até delas com a correria!
                O tempo passa - e anda passando bem rapidamente, mas nós nem nos lembramos de aproveitar mais a vida, as pessoas e até as coisas, porém, elas vão embora quando um certo despertador toca e ficamos apenas com fotografias, memórias e lembranças.
                Os planos vão surgindo a cada instante, são infinitos, acredito. E embora tenhamos sempre que tê-los, um pouco desta correria é para alcançá-los, pois nossa rotina se torna o caminho e, talvez, o único meio para concretizarmos os sonhos. E, é por fixar em um ponto que não percebemos detalhes ao longo desse caminho.

Bianca Garcia

sábado, 12 de fevereiro de 2011

O poder da música

Há músicas e músicas. No entanto, seus efeitos são grandiosos em qualquer que sejam os ouvintes. Elas acalmam, agitam. Emocionam.
As diferentes letras, melodias, harmonias e ritmos aguçam diversos sentimentos. E dentre uma música e outra há aquelas que nos fazem lembrar alguém ou alguma situação. Além de tantos outros sentimentos, ela tem esse poder de lembrança.
Você até pode estar irritado ou estressado por qualquer que seja o motivo, mas ao ouvir uma música, aos poucos você vai se soltando e, momentaneamente, se esquece dos problemas, ou começa a balançar o pé em seu ritmo ou começa a cantar. E o legal, você nem percebe. Essa transformação é o máximo de sua beleza. Percebemos que a vibração que cada uma delas possui ultrapassa os fones e é passada bem fortemente por contágio para nós.
Letras de amor, de crítica, de reflexão, de indignação... Ausência de letras... Mas cada um desses estilos com ambientes e climas para escutá-los. E também pessoas. Há até quem se arrisque a separar música para ouvir em casa, no carro ou nas tecnologias inseparáveis.
A música é, portanto, um fenômeno social. Varia de país pra país porque elas têm por base a cultura de um povo, sendo assim, são particulares, pois cada cultura tem seus encantos. São diferentes por suas próprias características musicais e também pela história. Mas todas são músicas. E é impressionante como ela nos fornece diversos estímulos, podendo ser eles bons ou ruins.
              A música é assim... sublime.


Bianca Garcia