Bolinha de gude, peão, taco (ou bete – essa brincadeira muda de nome conforme as regiões), pique esconde e os infinitos piques da vida, polícia e ladrão. Será que essas brincadeiras ainda fazem parte da infância atual? O que percebo hoje é que essas não são mais presentes na vida de grande parte das crianças. Ou se tornaram fora de “moda” e pouco divertidas ou as crianças têm amadurecido muito rapidamente devido outras possíveis atrações como salões de beleza e tecnologias.
Maquiagem, escovas, pranchas, unhas pintadas e até produtos químicos tornaram-se parte do cotidiano das meninas. E essas preocupações que, geralmente surgem na adolescência, estão ocupando o lugar de uma infância menos cobrada pela ditadura da beleza. Escolhas de roupas e combinações também são fortes aliados. Assim, facilmente, percebemos a vaidade feminina. Já no universo dos meninos o vídeo game é o passatempo do momento. Passam horas vidrados nos jogos – alguns deles com muita ação, lutas, brigas e tiros a todo instante. Muitos nem por futebol e pipa se interessam mais, outros conciliam ambas as atividades. Mas essa vaidade que vemos nas meninas também é vista neles através das roupas e dos cabelos. São roupas da moda com combinações e acessórios e os cabelos com penteados – com utilização também de produtos químicos algumas vezes.
A internet é outra fonte de diversão da criançada. O twitter, o MSN e o Orkut foram invadidos por elas. Mas essa exposição nem sempre é boa, ainda mais quando se trata de crianças. Essas que são frequentemente vítimas de pedófilos. Porém, não se sabe se eles são psicopatas por possuírem distúrbios mentais ao se interessar por crianças, quando esse é o caso ou por serem estimulados de alguma forma. Afinal, as crianças têm se vestido como adultas e suas maquiagens um pouco forte para suas idades a transformam em mini-mulheres.
Contudo, na minha época os aniversários eram marcados por comemorações festivas e não por horas em salão de beleza com amigas; as brincadeiras eram saudáveis, pois não tínhamos como objetivo matar amigos ou inimigos em jogos (no entanto, vale ressaltar que não eram todos que se interessavam por brincadeiras de rua e prefeririam, portanto, jogos de tabuleiros ou, no caso das meninas, bonecas); por fim, as atividades eram grupais porque brincar sozinho era considerado chato demais.
Bianca Garcia